31 de janeiro de 2013

Flor Do Meu Paraguai

O outro texto já estava pronto. Iria falar sobre o filme Persona, de 1966, dirigido pelo Ingmar Bergman. Eu só não tinha postado porque fiquei com muito sono no dia e adiei pro dia seguinte. Porém, eu não tinha ideia de como seria esse dia seguinte. Afinal, o que a gente espera de um dia seguinte? No meu caso, espero que seja um dia normal. Na verdade, eu acho que vai ser um dia normal, mas, como todo mundo, espero que seja muito bom. Mas esse  não foi, e ficou longe de ser normal.
Minha família é toda fragmentada, cada um seguiu seu rumo e a briga se instalou por toda parte. Ontem, a única coisa que ainda conseguia manter essa família um pouco unida se foi. Ontem, minha avó se foi. A única pessoa que conseguia reunir todos os netos para comer em um rodízio de peixe. Eu gostava tanto dela, que não consigo imaginar como vai ser a vida sem ela. Foi como perder uma mãe. Mas perai, ela era minha mãe! Era muito mais que minha mãe.
Perder uma pessoa deve ser a pior sensação do mundo. Ninguém muito próximo a mim tinha morrido ainda, só meu avô, marido dela, mas eu tinha 2 anos e não lembro de nada. Eu nunca tinha vivido isso para saber o quanto que é ruim. Agora eu posso dizer que é a pior sensação do mundo!
É tão estranho. Morte e Nascimento. Uma é o inverso da outra. Enquanto uma traz alegria, outra traz tristeza. Na mesma semana em que 232 mães perderam seus filhos, e eu fiquei pensando quão ruim deve ser isso, eu perdi a minha avó, uma das pessoas que eu mais amei em toda minha vida. 
A eterna Índia, Nega, Vovó Dinéia, Dona Waldinéia... Te amo.
Agora o casal mais lindo do mundo está junto novamente em algum lugar muito melhor que aqui. Fiquem bem! 

Um comentário:

  1. Força Thi... tenho certeza q ela está olhando por todos que ficaram!
    Também sinto muita falta da minha tia... mas nada como um dia após o outro ;)

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