9 de fevereiro de 2013

Persona - Quando Duas Mulheres Pecam

Com certeza um dos melhores filmes que já vi.
Acho que não poderia começar essa postagem com outra frase.
Como vocês já podem ter percebido pelo título, falarei a respeito do filme Persona (Quando Duas Mulheres Pecam, em português). O filme é de 1966, dirigido por Ingmar Bergman, com Bibi Anderson e Liv Ullmann como atrizes principais.
Confesso que esse foi o filme mais difícil que assisti. Fiquei pensando sobre esse filme por dias e dias, tentando buscar alguma forma de entender tudo que não tinha entendido. Até que decidi assisti-lo de novo. Prestei bastante atenção e pude perceber tudo que deixei escapar. É um filme consideravelmente pequeno, mas possui muitos detalhes que fazem o final ser magistral!
Aviso que contém muito Spoiller!
A história é sobre uma atriz, Elizabeth Vogler (Liv), que emudece de repente e é internada para um tratamento psiquiátrico para descobrirem a origem dessa mudez. Alma (Bibi) é uma enfermeira que é contratada para cuidar da atriz. Contudo, Alma é inexperiente e muito jovem, mas, mesmo assim, é contratada. Após três meses de tratamento, a psiquiatra de Elizabeth decide que seria melhor para o tratamento se ela fosse para uma casa de praia que ela tem. Assim sendo, Alma e Elizabeth vão para a tal casa para continuar o tratamento. Porém, ao chegarem na casa e começarem a conviver, a relação de enfermeira paciente acaba e as duas começam a viver como amigas, ou muito mais do que isso.
Como Vogler estava muda, somente Alma falava, fazendo confissões de seu passado em monólogos incrivelmente bem feitos. Esse é um dos grandes atrativos do filme, os monólogos.
Após um tempo de convívio, a relação entre as duas começa a se intensificar, e após Alma descobrir que Elizabeth estava considerando a estadia naquela casa como uma forma de estudar a enfermeira, a relação começa a ficar mais forte. A partir desse momento, o filme começa a ficar confuso (se é que já não estava antes).
Alma começa a tratar a atriz com frieza. Toda a relação que tinham no começo acaba. A partir de um certo momento a personalidade das duas começam a se confundir.
O filme é bem complicado, mas é muito bom. Um dos melhores filme que já assisti com toda certeza.
A fotografia é perfeita, a interpretação das atrizes é perfeita. Liv, mesmo falando apenas duas frases o filme inteiro, transmite tudo o que precisamos pelo olhar.
Embora o nome em português seja um tanto quanto lésbico, não acontece nada de homossexual no filme.
Uma das melhores cenas do cinema - na minha opinião - está nesse filme. Deixo a foto aqui em baixo.
Esse é um dos melhores filmes já feitos.
[SPOILLER MASTER] Para concluir, embora tenha sido muito difícil, eu acredito que Alma e Elizabeth sejam a representação de uma mesma pessoa, onde Alma são as características psicológicas e Elizabeth as características físicas. Isso ficou bem claro para mim quando o marido de Elizabeth vai para a casa e trata Alma como se fosse sua esposa, a procura dos sentimentos de Elizabeth. [FIM DO POILLER MASTER]
Abaixo segue a foto de uma das melhores cenas do cinema na minha opinião.



Thriller Psicológico

Embora o nome dessa postagem ser o nome de um gênero de filme - o que eu mais gosto -, não vim para falar de filmes. Vim para falar da nossa vida e acredito que esse tema seja um dos piores possíveis, pois muita coisa pode ser consequência dele.
Várias vezes somos obrigados a aturar alguma coisa que não gostamos, simplesmente pelo fato de que não seria válido causar uma discussão, confrontar tal situação. Essas coisas podem ser comentários indesejáveis, atitudes inesperadas, etc. Por menores que sejam essas atitudes, se não gostamos dela, claro que não iremos reagir bem à isso. Porém, se a origem for de uma pessoa que gostamos muito ou de alguém que somos obrigados a aturar, as vezes, preferimos guardar esse sentimento de raiva momentânea, decepção para nós mesmos, prometendo não aturar o próximo.
Contudo, nem sempre cumprimos o que prometemos e aturamos uma segunda vez. Seja para manter a amizade ou para manter um emprego, sei lá. Por outro lado, conforme mantemos essas ligações, começamos a encher um copo que está predestinado a encher, e, se continuarmo enchendo, a transbordar!
Eu sou muito assim. Prefiro suportar alguma coisa a falar que não gostei para manter uma relação boa com tal pessoa. Melhor dizendo, eu ERA muito assim. De um tempo para cá estou preferindo falar sempre quando não gosto de alguma coisa.
Pois bem. Quando esse copo se enche, nossa tolerância acaba e qualquer outra coisa que façam com a gente será a última gota que cairá naquele copo que começa a transbordar. Com isso, causamos uma briga, um desentendimento um pouco grande. Você começa a jogar na cara tudo o que você já suportou para manter a relação e isso pode crucificar o fim dessa relação que você tentou manter.
Se pensarmos bem, toda essa discussão final poderia ser evitada se, ao primeiro momento que acontecesse algo que você não gostasse, você falasse com a pessoa que não gostou do ocorrido. Claro que você não precisa ser grosso, apenas fale deixando bem claro que você não gostou, mas deixando claro, também, que você gosta da pessoa e quer manter a relação de vocês. Pronto. Resolvido.
Essas coisas que acontecem e que não gostamos nos deixam loucos, e se não fizermos algo para esquecê-la, apenas ficarmos guardando-a, parecerá que estamos protagonizando um filme de Thriller Psicológico. E, na maioria das vezes, o final não vai ser bom.