Ontem eu e minha namorada estávamos andando pelo centro de Niterói, quando vimos um passarinho caído do ninho, no sol, no meio de pessoas que passavam por ali tão depressa. Em meio àquela multidão, ali estava uma pequena criatura (acho que era uma rolinha), que por ser marrom e estar muito próximo a uma árvore (provavelmente o ninho de que caiu estivesse ali) era quase impossível ser vista, mas minha namorada disse na mesma hora: "olha o passarinho ali no chão". Paramos no mesmo momento e ficamos ali observando-o, pensando no que poderíamos fazer para ajudar. Um amigo nosso passou por nós nesse momento e quando contamos o que tinha acontecido, ele disse apenas uma coisa: "ele vai morrer de qualquer jeito, não conseguirá se alimentar". Depois partiu, ele fazia parte da multidão que passava por ali depressa. Eu e minha namorada continuamos ali.
A única ideia que tivemos foi pega-lo e levar à um pet shop e veterinário que tem ali perto. Assim fizemos. No caminho, eu já estava convencido que chegaríamos lá e diriam para nós que não podiam fazer nada. Porém, uma idosa entrou com a gente, não junto, apenas no mesmo momento. Quando mostramos o passarinho para uma das atendentes da loja, a idosa virou para ver do que se tratava e quando viu o passarinho, disse: "Dá pra mim!" Ela pegou o passarinho, comprou uma gaiola e comida para ele. Além disso, ela prometeu para a gente que cidaria bem dele, pois ela havia adotado 18 gatos de rua, cuidado de todos e doados para quem os quisesse, sobrando apenas 8 para ela.
Não sei o nome dela, mas ela passava uma energia tão boa que não duvidei de nada que ela disse. Tudo que sei é que ela tinha um sotaque português. Minha namorada e eu saímos do pet shop encantados com o que tinha acontecido ali.
Eu já reforcei várias vezes que não tenho religião, mas acredito em Deus, sei que existe algo ou alguém que controla tudo o que existe (e o que não existe também) e tenho certeza de que esse cara é o maior e melhor roteirista que existe. Se ele passou anos, décadas, milênios escrevendo a história de cada coisa que existe, esse cara escreveu muito bem!
Eu escolhi este nome para a postagem porque um passarinho é o mais puro símbolo da liberdade que existe. Vocês conseguem imaginar algo mais livre que um passarinho? Eu não. Além de fazer menção ao "Poeminha do Contra" de Mário Quintana, acho que tudo que eu gostaria de ser, é como um passarinho. Livre.
13 de março de 2015
11 de março de 2015
Volta Fantástica!
Anos passam, pessoas nascem, "impeachment" são pedidos, e o blog Vinte Anos a Cem nunca volta. Realmente, quando paro para ler as postagens eu vejo o quanto gosto de escrever aqui. Já falei isso várias vezes, mas não custa nada reforçar.
O que me trouxe aqui de novo? Uma coisa fantástica, essa é a única descrição. Na postagem Dia dos Professores, falei sobre acontecimentos na minha vida como aluno. Um dos professores que eu citei leu a postagem e me mandou uma mensagem no Facebook agradecendo o carinho. Depois eu perguntei a ele como ele chegou na postagem e ele me respondeu que foi pura coincidência.
Lendo as postagens eu consigo voltar ao tempo, como se fosse um tipo de Efeito Borboleta um pouco mais fraco. A mulher que eu encontrei na van voltando para casa que me falou tudo sobre o que é lógica (na postagem Lógica Fuck), eu já tinha "esquecido" dela. Por que está entre aspas? Porque eu não esqueci, não mesmo. Estava tão atolado em meus objetivos que acabei esquecendo a essência que eu sempre quis passar aqui, que eu sempre quis seguir.
Hoje estou com 23 anos. Não sou tão velho, mas estou envelhecendo. Meu sonho de fazer faculdade de cinema, se antes o único obstáculo era terminar a graduação em Matemática, agora o tem inúmeros outros. Quais são?
Quando terminei a graduação, quis fazer Mestrado. Não sei o porquê, mas quis. Talvez seja para garantir algo melhor do que a própria graduação. Tenho trabalhado muito para isso. Mestrado não é mole. Além disso, tenho os trabalhos da faculdade e da pesquisa que envolve o mestrado. Talvez eu volto a dizer que quando acabar o mestrado eu faça a faculdade de cinema. O que eu sei é que me dei até os 30 anos para fazer tudo que tenho que fazer na matemática. Depois, farei cinema, teatro e tudo que há de bom. Isso, se estiver apto.
O que me trouxe aqui de novo? Uma coisa fantástica, essa é a única descrição. Na postagem Dia dos Professores, falei sobre acontecimentos na minha vida como aluno. Um dos professores que eu citei leu a postagem e me mandou uma mensagem no Facebook agradecendo o carinho. Depois eu perguntei a ele como ele chegou na postagem e ele me respondeu que foi pura coincidência.
Lendo as postagens eu consigo voltar ao tempo, como se fosse um tipo de Efeito Borboleta um pouco mais fraco. A mulher que eu encontrei na van voltando para casa que me falou tudo sobre o que é lógica (na postagem Lógica Fuck), eu já tinha "esquecido" dela. Por que está entre aspas? Porque eu não esqueci, não mesmo. Estava tão atolado em meus objetivos que acabei esquecendo a essência que eu sempre quis passar aqui, que eu sempre quis seguir.
Hoje estou com 23 anos. Não sou tão velho, mas estou envelhecendo. Meu sonho de fazer faculdade de cinema, se antes o único obstáculo era terminar a graduação em Matemática, agora o tem inúmeros outros. Quais são?
Quando terminei a graduação, quis fazer Mestrado. Não sei o porquê, mas quis. Talvez seja para garantir algo melhor do que a própria graduação. Tenho trabalhado muito para isso. Mestrado não é mole. Além disso, tenho os trabalhos da faculdade e da pesquisa que envolve o mestrado. Talvez eu volto a dizer que quando acabar o mestrado eu faça a faculdade de cinema. O que eu sei é que me dei até os 30 anos para fazer tudo que tenho que fazer na matemática. Depois, farei cinema, teatro e tudo que há de bom. Isso, se estiver apto.
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