Como podemos julgar os outros se nem somos capazes de julgar a nós mesmos? Somos humanos, agimos como humanos, suscetíveis ao erro. Esses somos nós, vivendo neste mundo para aprender que, no fundo, não sabemos nada. Esta é uma longa caminhada para perceber que precisamos fazê-la toda de novo para aproveitar as oportunidades que não voltam mais. Como esta introdução confusa ajuda para entender o que a postagem vai falar? Não sei. Ninguém sabe. Mas o que eu gostaria de passar hoje é que não podemos julgar as pessoas pelas escolhas que elas fazem.
Cada um tem a sua vida e ninguém tem de se meter nela. Talvez este seja o melhor argumento para o que disse acima, mas mais do que isso, temos que pensar que a crítica que fazemos aos outros pode se encaixar perfeitamente a nós mesmo. O erro do outro tem uma grande possibilidade de ser o mesmo que cometemos, mas em circunstâncias diferentes.
Confesso que o que me motivou a escrever esta postagem foi a proposta do Estatuto da Família, que não reconhece união de homossexuais como família. Eu prefiro não me posicionar sobre este assunto, mas deixarei algumas coisas que dever ser refletidas.
O estado é e deve ser laico, ou seja, não ser influenciado por religião nenhuma. Uma incrível contradição acontece no Brasil, onde pessoas são eleitas justamente por prometerem impor as leis de Deus na política brasileira. Políticos tomam suas decisões de acordo com seu pensamento religioso. Isso é um absurdo. O país não é formado apenas por pessoas que acreditam ou seguem alguma religião, existem as pessoas incrédulas e devemos respeitá-las, pois, afinal, todos somos iguais perante a constituição e, acima de tudo, à Deus. Todos tem os mesmo direitos.
Outro fato que merece a reflexão é apontarmos o nosso dedo imundo para os erros do outro. Um exemplo: a Bíblia deixa claro que homossexualidade é pecado e este é o argumento mais forte usado pelos religiosos para a abominarem. Beleza, mas será que é só isso que é deixado claro como pecado na Bíblia? Não. Injustos não entrarão no reino dos céus e, super incoerente, é uma pessoa pecadora (afinal, todos somos) julgar que outras não merecem os mesmos direitos dos outros por serem pecadoras. Na minha cabeça pequena, isto é injustiça, e injustos não entraram no reino dos céus.
Resumindo, não julguem os outros com bases nas suas crenças. Afinal, crença é crença, cada um tem a sua. O texto ficou parecendo que sou um fundamentalista religioso, mas não sou, acreditem. Tenho minhas crenças, mas, acima de tudo, sou humano e, como todos, estou aqui para aprender.
1 de outubro de 2015
22 de setembro de 2015
Dia Mundial Sem Carro
Estou há anos tentando escrever algo sobre trânsito e mobilidade urbana, mas acho que falta conhecimento político e experiência própria, vivência no que é se mover em uma cidade grande, que no meu caso é o Rio de Janeiro.
Assim que comecei a estudar na UFF, veio a felicidade da aprovação no vestibular, mas também o caos de ter de me transportar da Barra da Tijuca para Niterói todo dia. Eu tive uma sorte que muuuuito poucos tem: pegava uma carona com meu pai até a estação das Barcas, Praça XV, e, de lá, seguia meu caminho para Niterói. Na volta, pegava novamente a barca e um ônibus até em casa. Normalmente, o percurso da volta demorava 2 horas, o que é demais. Demais por que? Simples. Porque se fosse de carro, demoraria 40 minutos. Depois volto a este assunto. Gostaria de falar primeiro o que me motivou a escrever sobre isso.
Me formei na UFF. Felicidade resume. Passei para o Mestrado na PUC. Mais felicidade resume. Caos no trânsito também. Muito mais do que ir para UFF. Inacreditável. Não é? O trânsito na Zona Sul é o pior do mundo! As ruas e vias importantes tem no máximo 2 faixas. Como isso me deixa irritado! Muitas obras deste setor estão sendo feitas nos últimos anos na cidade e o mais incrível é que, mesmo estudos mostrarem que o uso de carros aumentaram, as ruas tem sempre duas faixas. Confesso que essa indignação mora no lado "coxinha" do meu cérebro, pois a solução para o caos não é aumentar o número de faixas das vias (Outro assunto, gente).
Indo e vindo de ônibus para a PUC eu pude perceber o que não conseguia enquanto ia para a UFF: muito dos carros que estão no engarrafamento só tem uma pessoa dentro! UMA PESSOA! Conforme o BRT passa pelo corredor especial, consigo ver os carros parados na Avenida das Américas e a grande maioria com apenas uma pessoa dentro. Não posso reclamar muito, pois eu ia de carro para a UFF e só tinha eu dentro do carro. A desculpa que utilizava (utilizo) é a demora, mas agora consigo ver como isto é um fato absurdo da sociedade.
Um dia eu li em alguma reportagem da vida uma "definição" de país desenvolvido que me deixou bastante pensativo, mas foi a melhor que já vi. E era bem simples: "país desenvolvido não é onde o pobre anda de carro, mas, sim, onde o rico anda de ônibus".
Assim que comecei a estudar na UFF, veio a felicidade da aprovação no vestibular, mas também o caos de ter de me transportar da Barra da Tijuca para Niterói todo dia. Eu tive uma sorte que muuuuito poucos tem: pegava uma carona com meu pai até a estação das Barcas, Praça XV, e, de lá, seguia meu caminho para Niterói. Na volta, pegava novamente a barca e um ônibus até em casa. Normalmente, o percurso da volta demorava 2 horas, o que é demais. Demais por que? Simples. Porque se fosse de carro, demoraria 40 minutos. Depois volto a este assunto. Gostaria de falar primeiro o que me motivou a escrever sobre isso.
Me formei na UFF. Felicidade resume. Passei para o Mestrado na PUC. Mais felicidade resume. Caos no trânsito também. Muito mais do que ir para UFF. Inacreditável. Não é? O trânsito na Zona Sul é o pior do mundo! As ruas e vias importantes tem no máximo 2 faixas. Como isso me deixa irritado! Muitas obras deste setor estão sendo feitas nos últimos anos na cidade e o mais incrível é que, mesmo estudos mostrarem que o uso de carros aumentaram, as ruas tem sempre duas faixas. Confesso que essa indignação mora no lado "coxinha" do meu cérebro, pois a solução para o caos não é aumentar o número de faixas das vias (Outro assunto, gente).
Indo e vindo de ônibus para a PUC eu pude perceber o que não conseguia enquanto ia para a UFF: muito dos carros que estão no engarrafamento só tem uma pessoa dentro! UMA PESSOA! Conforme o BRT passa pelo corredor especial, consigo ver os carros parados na Avenida das Américas e a grande maioria com apenas uma pessoa dentro. Não posso reclamar muito, pois eu ia de carro para a UFF e só tinha eu dentro do carro. A desculpa que utilizava (utilizo) é a demora, mas agora consigo ver como isto é um fato absurdo da sociedade.
Um dia eu li em alguma reportagem da vida uma "definição" de país desenvolvido que me deixou bastante pensativo, mas foi a melhor que já vi. E era bem simples: "país desenvolvido não é onde o pobre anda de carro, mas, sim, onde o rico anda de ônibus".
13 de março de 2015
Eu Passarinho
Ontem eu e minha namorada estávamos andando pelo centro de Niterói, quando vimos um passarinho caído do ninho, no sol, no meio de pessoas que passavam por ali tão depressa. Em meio àquela multidão, ali estava uma pequena criatura (acho que era uma rolinha), que por ser marrom e estar muito próximo a uma árvore (provavelmente o ninho de que caiu estivesse ali) era quase impossível ser vista, mas minha namorada disse na mesma hora: "olha o passarinho ali no chão". Paramos no mesmo momento e ficamos ali observando-o, pensando no que poderíamos fazer para ajudar. Um amigo nosso passou por nós nesse momento e quando contamos o que tinha acontecido, ele disse apenas uma coisa: "ele vai morrer de qualquer jeito, não conseguirá se alimentar". Depois partiu, ele fazia parte da multidão que passava por ali depressa. Eu e minha namorada continuamos ali.
A única ideia que tivemos foi pega-lo e levar à um pet shop e veterinário que tem ali perto. Assim fizemos. No caminho, eu já estava convencido que chegaríamos lá e diriam para nós que não podiam fazer nada. Porém, uma idosa entrou com a gente, não junto, apenas no mesmo momento. Quando mostramos o passarinho para uma das atendentes da loja, a idosa virou para ver do que se tratava e quando viu o passarinho, disse: "Dá pra mim!" Ela pegou o passarinho, comprou uma gaiola e comida para ele. Além disso, ela prometeu para a gente que cidaria bem dele, pois ela havia adotado 18 gatos de rua, cuidado de todos e doados para quem os quisesse, sobrando apenas 8 para ela.
Não sei o nome dela, mas ela passava uma energia tão boa que não duvidei de nada que ela disse. Tudo que sei é que ela tinha um sotaque português. Minha namorada e eu saímos do pet shop encantados com o que tinha acontecido ali.
Eu já reforcei várias vezes que não tenho religião, mas acredito em Deus, sei que existe algo ou alguém que controla tudo o que existe (e o que não existe também) e tenho certeza de que esse cara é o maior e melhor roteirista que existe. Se ele passou anos, décadas, milênios escrevendo a história de cada coisa que existe, esse cara escreveu muito bem!
Eu escolhi este nome para a postagem porque um passarinho é o mais puro símbolo da liberdade que existe. Vocês conseguem imaginar algo mais livre que um passarinho? Eu não. Além de fazer menção ao "Poeminha do Contra" de Mário Quintana, acho que tudo que eu gostaria de ser, é como um passarinho. Livre.
A única ideia que tivemos foi pega-lo e levar à um pet shop e veterinário que tem ali perto. Assim fizemos. No caminho, eu já estava convencido que chegaríamos lá e diriam para nós que não podiam fazer nada. Porém, uma idosa entrou com a gente, não junto, apenas no mesmo momento. Quando mostramos o passarinho para uma das atendentes da loja, a idosa virou para ver do que se tratava e quando viu o passarinho, disse: "Dá pra mim!" Ela pegou o passarinho, comprou uma gaiola e comida para ele. Além disso, ela prometeu para a gente que cidaria bem dele, pois ela havia adotado 18 gatos de rua, cuidado de todos e doados para quem os quisesse, sobrando apenas 8 para ela.
Não sei o nome dela, mas ela passava uma energia tão boa que não duvidei de nada que ela disse. Tudo que sei é que ela tinha um sotaque português. Minha namorada e eu saímos do pet shop encantados com o que tinha acontecido ali.
Eu já reforcei várias vezes que não tenho religião, mas acredito em Deus, sei que existe algo ou alguém que controla tudo o que existe (e o que não existe também) e tenho certeza de que esse cara é o maior e melhor roteirista que existe. Se ele passou anos, décadas, milênios escrevendo a história de cada coisa que existe, esse cara escreveu muito bem!
Eu escolhi este nome para a postagem porque um passarinho é o mais puro símbolo da liberdade que existe. Vocês conseguem imaginar algo mais livre que um passarinho? Eu não. Além de fazer menção ao "Poeminha do Contra" de Mário Quintana, acho que tudo que eu gostaria de ser, é como um passarinho. Livre.
11 de março de 2015
Volta Fantástica!
Anos passam, pessoas nascem, "impeachment" são pedidos, e o blog Vinte Anos a Cem nunca volta. Realmente, quando paro para ler as postagens eu vejo o quanto gosto de escrever aqui. Já falei isso várias vezes, mas não custa nada reforçar.
O que me trouxe aqui de novo? Uma coisa fantástica, essa é a única descrição. Na postagem Dia dos Professores, falei sobre acontecimentos na minha vida como aluno. Um dos professores que eu citei leu a postagem e me mandou uma mensagem no Facebook agradecendo o carinho. Depois eu perguntei a ele como ele chegou na postagem e ele me respondeu que foi pura coincidência.
Lendo as postagens eu consigo voltar ao tempo, como se fosse um tipo de Efeito Borboleta um pouco mais fraco. A mulher que eu encontrei na van voltando para casa que me falou tudo sobre o que é lógica (na postagem Lógica Fuck), eu já tinha "esquecido" dela. Por que está entre aspas? Porque eu não esqueci, não mesmo. Estava tão atolado em meus objetivos que acabei esquecendo a essência que eu sempre quis passar aqui, que eu sempre quis seguir.
Hoje estou com 23 anos. Não sou tão velho, mas estou envelhecendo. Meu sonho de fazer faculdade de cinema, se antes o único obstáculo era terminar a graduação em Matemática, agora o tem inúmeros outros. Quais são?
Quando terminei a graduação, quis fazer Mestrado. Não sei o porquê, mas quis. Talvez seja para garantir algo melhor do que a própria graduação. Tenho trabalhado muito para isso. Mestrado não é mole. Além disso, tenho os trabalhos da faculdade e da pesquisa que envolve o mestrado. Talvez eu volto a dizer que quando acabar o mestrado eu faça a faculdade de cinema. O que eu sei é que me dei até os 30 anos para fazer tudo que tenho que fazer na matemática. Depois, farei cinema, teatro e tudo que há de bom. Isso, se estiver apto.
O que me trouxe aqui de novo? Uma coisa fantástica, essa é a única descrição. Na postagem Dia dos Professores, falei sobre acontecimentos na minha vida como aluno. Um dos professores que eu citei leu a postagem e me mandou uma mensagem no Facebook agradecendo o carinho. Depois eu perguntei a ele como ele chegou na postagem e ele me respondeu que foi pura coincidência.
Lendo as postagens eu consigo voltar ao tempo, como se fosse um tipo de Efeito Borboleta um pouco mais fraco. A mulher que eu encontrei na van voltando para casa que me falou tudo sobre o que é lógica (na postagem Lógica Fuck), eu já tinha "esquecido" dela. Por que está entre aspas? Porque eu não esqueci, não mesmo. Estava tão atolado em meus objetivos que acabei esquecendo a essência que eu sempre quis passar aqui, que eu sempre quis seguir.
Hoje estou com 23 anos. Não sou tão velho, mas estou envelhecendo. Meu sonho de fazer faculdade de cinema, se antes o único obstáculo era terminar a graduação em Matemática, agora o tem inúmeros outros. Quais são?
Quando terminei a graduação, quis fazer Mestrado. Não sei o porquê, mas quis. Talvez seja para garantir algo melhor do que a própria graduação. Tenho trabalhado muito para isso. Mestrado não é mole. Além disso, tenho os trabalhos da faculdade e da pesquisa que envolve o mestrado. Talvez eu volto a dizer que quando acabar o mestrado eu faça a faculdade de cinema. O que eu sei é que me dei até os 30 anos para fazer tudo que tenho que fazer na matemática. Depois, farei cinema, teatro e tudo que há de bom. Isso, se estiver apto.
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