Como podemos julgar os outros se nem somos capazes de julgar a nós mesmos? Somos humanos, agimos como humanos, suscetíveis ao erro. Esses somos nós, vivendo neste mundo para aprender que, no fundo, não sabemos nada. Esta é uma longa caminhada para perceber que precisamos fazê-la toda de novo para aproveitar as oportunidades que não voltam mais. Como esta introdução confusa ajuda para entender o que a postagem vai falar? Não sei. Ninguém sabe. Mas o que eu gostaria de passar hoje é que não podemos julgar as pessoas pelas escolhas que elas fazem.
Cada um tem a sua vida e ninguém tem de se meter nela. Talvez este seja o melhor argumento para o que disse acima, mas mais do que isso, temos que pensar que a crítica que fazemos aos outros pode se encaixar perfeitamente a nós mesmo. O erro do outro tem uma grande possibilidade de ser o mesmo que cometemos, mas em circunstâncias diferentes.
Confesso que o que me motivou a escrever esta postagem foi a proposta do Estatuto da Família, que não reconhece união de homossexuais como família. Eu prefiro não me posicionar sobre este assunto, mas deixarei algumas coisas que dever ser refletidas.
O estado é e deve ser laico, ou seja, não ser influenciado por religião nenhuma. Uma incrível contradição acontece no Brasil, onde pessoas são eleitas justamente por prometerem impor as leis de Deus na política brasileira. Políticos tomam suas decisões de acordo com seu pensamento religioso. Isso é um absurdo. O país não é formado apenas por pessoas que acreditam ou seguem alguma religião, existem as pessoas incrédulas e devemos respeitá-las, pois, afinal, todos somos iguais perante a constituição e, acima de tudo, à Deus. Todos tem os mesmo direitos.
Outro fato que merece a reflexão é apontarmos o nosso dedo imundo para os erros do outro. Um exemplo: a Bíblia deixa claro que homossexualidade é pecado e este é o argumento mais forte usado pelos religiosos para a abominarem. Beleza, mas será que é só isso que é deixado claro como pecado na Bíblia? Não. Injustos não entrarão no reino dos céus e, super incoerente, é uma pessoa pecadora (afinal, todos somos) julgar que outras não merecem os mesmos direitos dos outros por serem pecadoras. Na minha cabeça pequena, isto é injustiça, e injustos não entraram no reino dos céus.
Resumindo, não julguem os outros com bases nas suas crenças. Afinal, crença é crença, cada um tem a sua. O texto ficou parecendo que sou um fundamentalista religioso, mas não sou, acreditem. Tenho minhas crenças, mas, acima de tudo, sou humano e, como todos, estou aqui para aprender.