9 de fevereiro de 2013

Thriller Psicológico

Embora o nome dessa postagem ser o nome de um gênero de filme - o que eu mais gosto -, não vim para falar de filmes. Vim para falar da nossa vida e acredito que esse tema seja um dos piores possíveis, pois muita coisa pode ser consequência dele.
Várias vezes somos obrigados a aturar alguma coisa que não gostamos, simplesmente pelo fato de que não seria válido causar uma discussão, confrontar tal situação. Essas coisas podem ser comentários indesejáveis, atitudes inesperadas, etc. Por menores que sejam essas atitudes, se não gostamos dela, claro que não iremos reagir bem à isso. Porém, se a origem for de uma pessoa que gostamos muito ou de alguém que somos obrigados a aturar, as vezes, preferimos guardar esse sentimento de raiva momentânea, decepção para nós mesmos, prometendo não aturar o próximo.
Contudo, nem sempre cumprimos o que prometemos e aturamos uma segunda vez. Seja para manter a amizade ou para manter um emprego, sei lá. Por outro lado, conforme mantemos essas ligações, começamos a encher um copo que está predestinado a encher, e, se continuarmo enchendo, a transbordar!
Eu sou muito assim. Prefiro suportar alguma coisa a falar que não gostei para manter uma relação boa com tal pessoa. Melhor dizendo, eu ERA muito assim. De um tempo para cá estou preferindo falar sempre quando não gosto de alguma coisa.
Pois bem. Quando esse copo se enche, nossa tolerância acaba e qualquer outra coisa que façam com a gente será a última gota que cairá naquele copo que começa a transbordar. Com isso, causamos uma briga, um desentendimento um pouco grande. Você começa a jogar na cara tudo o que você já suportou para manter a relação e isso pode crucificar o fim dessa relação que você tentou manter.
Se pensarmos bem, toda essa discussão final poderia ser evitada se, ao primeiro momento que acontecesse algo que você não gostasse, você falasse com a pessoa que não gostou do ocorrido. Claro que você não precisa ser grosso, apenas fale deixando bem claro que você não gostou, mas deixando claro, também, que você gosta da pessoa e quer manter a relação de vocês. Pronto. Resolvido.
Essas coisas que acontecem e que não gostamos nos deixam loucos, e se não fizermos algo para esquecê-la, apenas ficarmos guardando-a, parecerá que estamos protagonizando um filme de Thriller Psicológico. E, na maioria das vezes, o final não vai ser bom.

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